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CHATÔ: O REI DO BRASIL – A VIDA DE ASSIS CHATEAUBRIAND

Posted by admin on jan 16, 2012 in + BIOGRAFIA, + LITERATURA, - BRASILEIRA

DISPONÍVEL

Livro de FERNANDO MORAIS.

André Malraux alimentava a ilusão de escrever a biografia de Chiquinho Matarazzo, mas eu consegui demovê-lo dessa rematada besteira. Acho que, como vingança, tentou escrever um livro sobre a minha vida, mas acabou desistindo. Depois foi a vez do Padre Dutra, que cercava parentes meus pelas esquinas, em busca de informações para compor um romance sobre a minha vida. Quem também andou bisbilhotando as minhas misérias, com planos de imortalizar-me em papel, foi a princesa Bibescu, da Romênia, editora e escritora. Os três fracassaram, mas a todos eu havia feito uma modesta exigência: a obra teria que começar descrevendo a cena em que eu e minha filha Teresa aparecíamos nus, sentados na foz do Rio Coruripe, comendo bispos portugueses, tal como fizeram meus ancestrais caetés, quatro séculos atrás. O deslumbrante piquenique, que já povoou alguns delírios meus, seria a forma ideal de divulgar a origem do meu sangue ameríndio na Europa.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

736 páginas.

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O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO

Posted by admin on nov 20, 2011 in + LITERATURA, + ROMANCE, - ESTRANGEIRA

DISPONÍVEL

Livro de JOSÉ SARAMAGO.

“Para que as histórias permaneçam vivas, é preciso recontá-las. Conto: racconto: reconto. Daí serem mais de um os evangelhos, testemunhos de presença de imaginação, dos mistérios medievais aos autos folclóricos, deles ao romance de um Lägerkvist ou de um Kazantzákis. Essa tradição ininterrupta porque viva, viva porque ininterrupta, agora se enriquece com este Evangelho segundo Jesus Cristo.

Na que é de justiça reconhecer e melhor prosa de ficção da língua portuguesa de nossos dias, José Saramago nos conta mais de uma mesma história que vem sendo contada há tantos séculos. A mesma? Sim, se se tiver em vista tão só os personagens e os sucessos da fábula. Não, se se atentar para a nova carnadura de que aqui se revestem. Interessado menos na onipotência do divino que na frágil mas tenaz resistência do humano, a arte magistral de Saramago excede no dar corpo às preliminares e à culminância do drama da Paixão, personificando-lhe as cores, cheiros, sons, movimentos, esmiuçando-lhes as ambiguidades  e implicações em busca de significados recônditos por sob os ostensivos. Leiam-se, a título de exemplo de presentificação as páginas de bravura que pintam os sacrifícios de sempre no Templo de Jerusalém. E onde melhor exemplo de esmiuçamento crítico que as páginas de socrática agudeza e voltaireana ironia acerca do debate travado por Cristo com Deus e o Diabo na barca perdida em meio ao nevoeiro de quarenta dias?

Ma é bem de ver que nessa agudeza não há soberba de espírito, nem há desencanto do mundo nessa ironia: há lucidez e compreensão do humano, demasiado humano. O cognome de Filho do Homem que o Messias se dava adquire uma plenitude de sentido que o leitor não terá dificuldade em compreender se atentar para o que se acontece aqui com o carpinteiro José, para o pedido de Cristo faz a Judas pouco antes de ser crucificado, e para as últimas palavras que diz de olhos voltados para o céu. Compreendido isso, será mais fácil entender por que este evangelho tem o título que tem.” JOSÉ PAULO PAES.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

445 páginas.

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RIMAS DA VIDA E DA MORTE

Posted by admin on out 16, 2011 in + LITERATURA, + ROMANCE, - ESTRANGEIRA

DISPONÍVEL

Livro de AMÓS OZ. Tradução, glossário e notas PAULO GEIGER.

Um escritor israelense está prestes a dar uma palestra e debater sua obra com o público num centro cultural de Tel Aviv. Enquanto se prepara para enfrentar uma noite que se anuncia desconfortável e tediosa, ele imagina destinos para todas as pessoas que vê à sua volta, a começar pela garçonete que o atende num café, e que em sua fantasia vira ex-namorada do goleiro reserva de futebol local.

Desse modo, as horas do escritor são povoadas por uma profusão de histórias e personagens que acabam por se embaralhar entre si e com a própria trajetória do protagonista. Playboys, mafiosos, aspirantes a escritores, solteironas frustradas e esportistas vivem seus dramas na imaginação fecunda do escritor.

Com o tom cálido e a singular destreza narrativa que conquistaram milhões de leitores em todo o planeta, Amós Oz exalta neste pequeno livro o poder da ficção como meio de aproximação com o outro e antídoto à opacidade do mundo.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

118 páginas.

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ESTAÇÃO CARANDIRU

Posted by admin on ago 15, 2011 in + ASPEC. SOCIAIS, + CONDIÇÃO SOCIAL, + DEPOIMENTO, + SAÚDE, + VERACIDADE

DISPONÍVEL

Livro de DRAUZIO VARELLA.

Em 1989 Drauzio Varella iniciou na Detenção um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Seu relato neste livro tem as tonalidades da experiência pessoal: resulta dos relacionamentos que a profissão de médico permitiu manter com presos e funcionários; não busca denunciar um sistema prisional antiquado e desumano; expressa uma disposição para tratar com as pessoas caso a caso, mesmo em condições nada propícias à manifestação das individualidades.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

297 páginas.

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POR UM FIO

Posted by admin on jul 10, 2011 in + LITERATURA, + MEMÓRIAS, - BRASILEIRA

DISPONÍVEL

Livro de DRAUZIO VARELLA.

“Custei a acreditar a constatação de que muitos de meus pacientes encontravam novos significados para a existência ao senti-la esvair-se, a ponto de adquirirem mais sabedoria e viverem mais felizes que antes, mas essa descoberta transformou minha vida pessoal: será que com esforço não consigo aprender a pensar e a agir como eles enquanto tenho saúde?”

O inesperado sentimento de serenidade que muitas pessoas experimentam diante da perspectiva da morte levou Drauzio Varella a refletir, ao longo de sua carreira de médico, sobre o comportamento humano em face daquela que o poeta Manuel Bandeira chamou de “ a indesejada das gentes”. O resultado está nas páginas deste livro, em que Drauzio narra com precisão e sensibilidade histórias de vida que podem servir de inspiração também para nós.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

218 páginas.

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A INTERPRETAÇÃO DO ASSASSINATO

Posted by admin on jun 29, 2011 in + LITERATURA, + ROMANCE, - ESTRANGEIRA

DISPONÍVEL

Livro de JED RUBENFELD. Tradução de PAULOSCHILLER.

Uma jovem da alta sociedade é estrangulada até a morte no dia seguinte à chegada de Sigmund Freud aos estados Unidos, em 1909, para divulgar a psicanálise. Mais um dia e outra garota é atacada, aparentemente pelo mesmo assassino, mas consegue fugir. Ela embora não se lembra de nada do que aconteceu; está sofrendo de histeria. Para desfazer o trauma e ajudar na solução do crime, nada mais oportuno que a passagem de Freud pela cidade.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

481 páginas.

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ELITE DA TROPA 1

DISPONÍVEL

Livro de LUIZ EDUARDO SOARES, ANDRÉ BATISTA & RODRIGO PIMENTEL.

Depois de cavalgar 100 quilômetros, sem arreio e sem descanso, mortos de fome e sede, eles têm licença para um descanso brevíssimo até que alguém anuncie que a comida está servida – sobre a lona, onde o grupo exaurido vai se debruçar para comer tudo o que conseguir, com as mãos, em dois minutos. Esta é apenas uma das etapas de treinamento da tropa de elite da polícia. Eles obedecem a regras estritas, as leis da guerrilha urbana. Na dúvida, mate. Máquinas de guerra, eles foram treinados para ser a melhor tropa urbana do mundo, um grupo pequeno e fechado de homens atuando com força máxima e devastadora. ‘Elite da Tropa’ mostra este lado desconhecido do combate diário, nas grandes cidades – o ponto de vista do policial, seus hábitos, medos e desafios. A partir de experiências reais, os autores criaram uma ficção que surpreende, ao mostrar o cotidiano de homens adestrados para se transformarem em cães selvagens. ‘Elite da Tropa’ é uma narrativa de ficção, na qual fatos e cenários foram reescritos em parte ou no seu todo. Na primeira parte do livro, concentram-se relatos sobre o cotidiano dos policiais de elite. Na segunda, um dos nossos personagens seguirá numa trama envolvendo autoridades de segurança, traficantes, políticos e policiais – uma rede que tece alianças improváveis entre os vários atores deste cenário. Assinado por uma das maiores autoridades do Brasil em segurança, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, e dois policiais, André Batista e Rodrigo Pimentel, este livro revela subterrâneos explosivos de uma cidade partida.

Editora OBJETIVA.

314 páginas.

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64 CONTOS DE RUBEM FONSECA

Posted by admin on jan 16, 2011 in + LITERATURA, - BRASILEIRA, - CONTOS

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Livro de RUBEM FONSECA. Introdução de TOMÁS ELOY MARTÍNEZ.

Grão-mestre do conto brasileiro contemporâneo, Rubem Fonseca afirmou-se – de ‘Os prisioneiros’ e ‘A coleira do cão a Pequenas criaturas’ – como narrador de situações extremas, marcadas pela violência e pelo erotismo. Em contos como ‘Feliz ano novo’, ‘Passeio noturno’ e ‘O cobrador’, o escritor carioca produz curto-circuitos que desnudam personagens de todas as origens e pretensões sociais e põem marginais e figurões em pé de igualdade. Avesso ao sentimentalismo e à cor local, Rubem Fonseca inspira-se na economia do cinema e na literatura de escritores como Ernest Hemingway e Isaac Bábel para forjar uma dicção própria e inconfundível. Mais que isso, o autor traz para o seu próprio estilo a contundência e o desencantamento dos ambientes e heróis de que se ocupa.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

800 páginas.

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CONTOS E LENDAS DA EUROPA MEDIEVAL

Posted by admin on out 16, 2010 in + LITERATURA, - CONTOS, - LENDAS, - MEDIEVAL

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Livro de GILLES MASSARDIER. Tradução de EDUARDO BRANDÃO.

Este volume revaloriza um período da história européia que por muito tempo foi considerado uma era de trevas, de ausência de espírito artístico, de atrofia da liberdade de imaginar. Não foi bem assim, como mostram estas histórias que percorrem os mais variados matizes da imaginação humana.
Cavaleiros virtuosos, juízes sem escrúpulos, lindas princesas e seus amados, seres fantásticos e muitos outros personagens ajudam o leitor de hoje a reconstruir a complexa realidade da Europa medieval. Ao acompanhar estas aventuras, descobre-se um mundo de nobres e guerreiros, mas também de servos pobres e sonhadores, de chefes corruptos e pestes apavorantes, um mundo de cidades protegidas por altas muralhas, mas também de florestas escuras, habitadas por ladrões e demônios de toda sorte. Em suma, um mundo muito mais rico do que sugere o estereótipo de uma Idade Média regida de cima a baixo pelos poderes eclesiásticos e cuja imaginação teria sido soterrada pelos dogmas do mais severo catolicismo.
Como todos os volumes da Coleção Contos e Lendas, este também traz um apêndice de caráter didático, destinado a auxiliar os leitores no estabelecimento de pontes entre o universo imaginário e o passado histórico.

Editora COMPANHIA DAS LETRAS.

216 páginas.

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A JANGADA DE PEDRA

Posted by admin on set 23, 2010 in + LITERATURA, - ESTRANGEIRA, - PORTUGUESA

DISPONÍVEL

Livro de JOSÉ SARAMAGO.

Racham os Pirineus, a Península Ibérica se desgarra da Europa. Transformada em ilha – Jangada de Pedra -, navega à deriva pelo oceano Atlântico.
A esse espetacular acidente geológico somam-se outros insólitos que unem os quatro personagens principais do romance numa viagem apocalíptica e utópica pelos caminhos da linguagem e, por meio dela, pelos da arte e da cultura peninsulares.
A ínsula ibérica vagueia ao acaso de um mar tecido de muitos mitos e história.
A história dos povos ibéricos, José Saramago a conta e reconta pela memória de um narrador, múltiplo de si mesmo e dos personagens cujas andanças acompanha.
Os mitos se costuram nas pedras da fratura de que se fez a jangada. Neles se recuperam as crônicas, peregrinações de heróis anônimos ou notórios da identidade ibérica, todos notáveis, D. Quixote entre uns, os peregrinos de Santiago de Compostela na Idade Média entre outros.
Narrativa perfeita na qual os fantasmas do inconsciente pousam familiarmente no cotidiano; surrealismo vigoroso que torna o incomum realidade, criando as condições oníricas para virar o mundo às avessas e, então, contar-lhe, com ironia e graça, os transtornos de erros e acertos, de enganos e desenganos.
Posto assim ao contrário de si mesmo e de suas aparentes e reais firmezas, o mundo abre-se para a aventura ficcional da desconstrução das certezas das palavras e dos objetos; deixa-se viajar no estranhamento que daí decorre; reencontra-se em signos velhos e cristalizados: signos novos contudo, nos enigmas em que se tornam, reveladores também nas fantásticas soluções narrativas que desencadeiam. (Carlos Vogt)

Editora COMPANHIA DAS LETRAS. Séria COMPANHIA DE BOLSO.

291 páginas

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